(ApenasBeto é embaixada da Fofoquinha Responsável)

A fofoca é uma velha conhecida da humanidade: atravessa gerações e faz parte da nossa natureza social. Desde tempos imemoriais, sentimos a necessidade de compartilhar histórias, de dividir notícias, de trocar informações sobre a vida alheia. Em vielas medievais, esquinas das cidades modernas, ou até nas rodas de amigos online, a fofoca sempre teve seu espaço. Ela é quase um laço de pertencimento, uma forma de se conectar com o outro. Mas qual o propósito? Depende de como é contada e de quem a conta.

Há quem use a fofoca para manipular/alterar a verdade, transformar uma observação inocente em um veneno que espalha discórdia. Esse é o caso da má fofoca, a “fofoca do mal”, que distorce e inventa. Uma frase fora de contexto vira um ataque, um olhar atravessado vira inimizade, um simples atraso vira um desinteresse mortal. Essa fofoca se alimenta da maldade, vai além da vontade de ver o circo pegar fogo. É a arte de contar um fato e, ao mesmo tempo, transformá-lo em algo que nunca existiu, gerando mágoas, alimentando intrigas e destruindo reputações.

Mas [pasmem!] existe também a “fofoca do bem”, aquela que não carrega segundas intenções. É a boa e velha partilha de novidades que surge, uma troca de informações sobre alguém conhecido, um acontecimento curioso ou mesmo um simples “menina, cê tá sabendo de fulano!?”. É a fofoca que não inventa, que não acrescenta nem um ponto a mais, apenas espalha o que já é sabido [ou deveria ser!]. Essa fofoca cria laços, provoca risos, aproxima as pessoas, mostrando que nem sempre falar da vida alheia significa ferir, se pah (!) chega a ser um ato de admiração.

Na moralzinha, quem não gosta de uma boa fofoca? Eu confesso: sou um fofoqueiro assumidaço! Adoro!

Mas, prestenção: fofoca não é bagunça!!

A fofoquinha responsável é aquela que se conta com um sorriso no rosto e um carinho no coração. Nada de invenções mirabolantes ou distorções maldosas. Eu fofoco sim, mas é a fofoquinha do bem, o compartilhamento inocente de quem só quer manter todo mundo informado — e divertir um pouco no processo, claro!

Fofoca não se inventa, fofoca se compartilha!

Aproveitando, xô te contar…

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