Tem dia que não é fácil.
Tem dia que pesa, que parece que não acaba.
Tem dia que acaba e parece que não devia acabar.
Tem dia que começa pesado, continua pesado e termina pesado.
Tem dia que o peso é seu, tem dia que é o peso que não é seu, e tem dia que é o seu peso junto com o peso que não é seu. E o dia não acaba.
Hoje foi um desses dias.
Hoje foi um dia pesado.
A verdade é que nem foi só hoje.

Os últimos dias têm sido assim: muita coisa na cabeça, muita coisa pra resolver, pouco tempo pra resolver, muita coisa pra me importar e pouco tempo pra desenvolver. Muita distância pra percorrer e pouco tempo disponível.

Quarenta anos de vida, e parece que nasci ontem. Parece que não deu tempo de fazer nada.
Parece que tem muito pouco tempo pela frente.

Tem dias que a agonia bate, com medo de não ter feito nada, medo de ter passado por essa vida e sido irrelevante. Mas eu me dou conta de que a maior parte de nós é irrelevante. A maior parte de nós muda muito pouco ou quase nada nessa vida, na vida dos outros.
Mas, sabe-se lá como, de alguma forma a gente muda, de alguma forma a gente está aqui, de alguma forma a gente tem algum valor.

A questão é que me corrói há dias é:
O que eu estou fazendo com esse valor?
O que eu estou fazendo com meu tempo?
O que eu estou fazendo com essa coisa chamada vida?

Hoje foi pesado.
Acordei e estava pesado.
O dia passou e continuou pesado.
Estou indo dormir e ainda está pesado.

Tomara que amanhã seja diferente.

Por favor…

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