Tudo muito confuso, mas necessário.
A vida é curiosa, né? Muitas vezes, achamos que temos o controle dela e nos distraímos com a aleatoriedade que a define. Porque é isso que a vida é, né? A vida existe. A gente entra e sai, e a vida, a existência, ela continua. E a gente passa por ela achando que tem a caneta da autoria da nossa história na mão. Mas, que me perdoem os que se iludem com isso, nós não temos controle de porra nenhuma. Não temos controle sobre praticamente nenhuma das variáveis que compõem a nossa vida.
E por que eu estou falando disso? Bom, primeiro porque decidi fazer um registro quase diário — ou pelo menos frequente, se não for exatamente diário — de pensamentos e devaneios resultantes de um processo de mudança agressiva na minha vida e na minha rotina. Parte dessas mudanças está no tempo que gasto, por exemplo, com redes sociais. Fiz uma escolha que sei que será difícil, especialmente no início: me isolar tanto do Instagram quanto das demais “redes sociais”.
No caso do Instagram, principalmente, será um pouco complicado por ser a de maior alcance quantitativo (atualmente), porém, ao mesmo tempo, um alcance meio insípido, inodoro, às vezes vazio. Ocupa muito tempo da minha rotina — ou ocupava, porque essa é a proposta — e eu quero que essa questão do tempo gasto com redes sociais seja reduzida ao máximo, de preferência a zerada. Não será exatamente zero, porque uma das minhas ferramentas de contato com as pessoas é o WhatsApp. Mas, se o WhatsApp não for considerado uma rede social, então, neste momento, estou abandonando a vida nas “redes sociais” e fazendo uso apenas de mensageiros online: WhatsApp, Telegram, e só.
O que acontece é que, através das postagens no blog, vou ter a possibilidade de fazer um registro mais pessoal, mais livre, mais amplo sobre como é viver essa nova rotina. Seja do ponto de vista psicológico, emocional, ou do anseio de recorrer — como sei que será no início — a um processo de abstinência de todos os gatilhos que, do ponto de vista psicológico, o uso das redes sociais promove.
Então, optei por fazer esse registro no meu site pessoal, que funciona como um blog, onde posso escrever com mais caracteres, com mais palavras, com mais amplitude. Registrar os meus pensamentos, os momentos, com mais robustez e, provavelmente, com um pouco mais de prolixidade. Algo que, muitas vezes, eu usava o Instagram para fazer, mas que, devido às limitações da ferramenta — propositalmente feitas assim —, não era possível registrar.
Por fim, para concluir essa postagem, numa espécie de dia zero desse diário de viagem, dessa jornada, eu sei que o alcance utilizando o blog é ínfimo. Vão se preocupar em acompanhar, no máximo, uma meia dúzia de pessoas. Mas, no frigir dos ovos, são essas pessoas que realmente importam. São elas que eu deveria considerar ao falar da minha vida, ao me expor, ao compartilhar o que penso, ao dialogar sobre o que penso.
Provavelmente, são as mesmas pessoas cuja opinião sobre o mundo, sobre a vida — a delas e até mesmo a minha — realmente importa. Talvez sejam exatamente essas meia dúzia de pessoas com quem eu deva me preocupar, no final das contas.
Então, minha querida meia dúzia de pessoas: seja bem-vinda.
Este é o dia zero da vida do amigo de vocês sem as “redes sociais” no cotidiano da vida dele.
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