Ei, tudo bem?

Esses dias a gente conversou sobre posse, ciúme, essas questões tão comuns nas relações monogâmicas da nossa cultura. Você me perguntou: “Você não sente ciúme?” E eu disse que não.

Mas eu sinto. É, sinto. Perdão, foi mal, errei, fui muleke!

Me permita explicar: não é aquele ciúme que controla, que poda, que bloqueia. Não é o ciúme do medo. É outro tipo. Ainda é ciúme – seria hipocrisia negar. Acho…

É um ciúme que me impulsiona. Que me faz querer ser melhor. Melhor pra você. Melhor comigo. E, ainda assim, ser essencialmente eu.

Quero ser o seu riso nos dias nublados. O colo que aceita a sua lágrima e acolhe a sua dor, sem tentar livrar você delas. Quero ser o abraço que te esquenta. O beijo que te acende. O corpo do seu êxtase. E da sua paz.

É o ciúme, às vezes, que me move a ser a melhor parte de mim, a te oferecer o melhor de mim.

É como se, dessa semente ruim, que denota posse e controle, eu tirasse o impulso para te amar mais. Para te amar melhor. Para te dar, não algo diferente de mim, mas o melhor de mim.

Revisitar o amor, a paixão, o desejo de ter você na minha vida ressignificou coisas que antes eram veneno e agora são força. Amar você como você é, livre, me ensinou a me amar como eu sou.

E, por querer o melhor de você, quando você escolheu me dar o melhor, eu aprendi a dar o meu melhor. Não por cobrança, mas apenas por ser. Por ser eu. Por te oferecer o que tenho de mais genuíno que tenho: ser quem sou.

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