Há algum tempo, observo com certa diversão a confusão das pessoas sobre como construir relacionamentos, sejam eles de curto prazo, longo prazo ou prazo indefinido. Vejo argumentos estranhos tentando minimizar a importância da discussão sobre a não monogamia. Não estou aqui para “militar” em defesa da não monogamia, mas…
Bora lá!!!
Quero, na verdade, abordar um argumento que considero, no mínimo, icônico pela incoerência. Frequentemente, escuto em conversas casuais, como numa mesa de bar, que as pessoas estão cansadas da superficialidade das relações atuais e atribuem isso à não monogamia. Curiosamente, muitas das pessoas que conheço e se dizem monogâmicas têm dificuldade em aprofundar conversas e relacionamentos, em justamente ir além da superfície. Quando tento discutir temas como perspectivas de vida, relacionamentos, posições sobre diversos assuntos, essas pessoas se esquivam, apresentando os mais variados argumentos para evitar o diálogo.
Por outro lado, as pessoas com quem já conversei, seja em redes sociais, em bares ou entre amigos, que adotam ou simpatizam com a não monogamia, são as que proporcionam conversas mais produtivas e profundas. São mais abertas a temas variados, sejam eles banais ou complexos, e dispostas a estabelecer relações genuínas, aceitando divergências e transformando o diálogo em uma convivência saudável – mesmo sem envolver sexo. É justamente com essas pessoas, que adotam essa filosofia de vida, que tenho as interações mais ricas, livres da superficialidade que tantos monogâmicos criticam nas relações.
Nunca vou entender… mentira, entendo.
Evitar e esquivar é uma solução prática para quem deseja que o outro atenda a todas as suas demandas e, se isso não acontecer, rotula-o como superficial.
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